Eixo 1
Tecnologias Transformacionais e Inovação
Justificativa
A escolha do tema Tecnologias Transformacionais e Inovação reflete com precisão o perfil da Rede ELOS, que reúne forte competência científica em áreas tecnológicas e um compromisso genuíno com o avanço inovador, em plena sintonia com os objetivos do Capes Global. As instituições participantes abrigam cursos e pesquisas de ponta em ciência da computação, engenharia, inteligência artificial e agricultura 4.0, entre outros campos emergentes, o que capacita o grupo a liderar iniciativas de transformação digital e tecnológica em escala nacional.
Cada instituição contribui com uma expertise singular: a UFF conta com parques tecnológicos e grupos de P&D consolidados; a UESC destaca-se em biotecnologia e inovação agroflorestal; enquanto UFRB e UFAC despontam em tecnologias aplicadas ao contexto rural e amazônico, como automação agrícola familiar e monitoramento ambiental. Essa diversidade de competências é o grande diferencial da Rede, permitindo enfrentar desafios tecnológicos de forma verdadeiramente interdisciplinar, sempre alinhada à missão do Capes Global de promover pesquisa estratégica e inovação por meio da cooperação internacional.
O caráter transversal do tema reforça ainda mais sua relevância: tecnologias transformacionais atuam como motor de progresso em todas as regiões representadas pela Rede, com potencial de catalisar melhorias socioeconômicas locais e, ao mesmo tempo, projetar o conhecimento brasileiro no cenário internacional.
Objetivos
- Fortalecer a pesquisa de ponta em tecnologias emergentes, como inteligência artificial, internet das coisas, novas energias e materiais avançados, aumentando a produção científica conjunta de alto impacto;
- Formar recursos humanos altamente qualificados com visão global (doutorandos, jovens pesquisadores e técnicos capazes de atuar em ambientes tecnológicos internacionais), mediante intercâmbios, doutorados-sanduíche e cooperação acadêmica;
- Gerar inovação aplicada que responda a desafios sociais brasileiros, adaptando tecnologias transformadoras às realidades regionais (soluções de saúde digital para áreas remotas, ferramentas de agricultura inteligente para o semiárido, sistemas de cidades inteligentes inclusivas);
- Estimular o empreendedorismo e a transferência de tecnologia, por meio de startups acadêmicas e parcerias com o setor produtivo global.
ODS relacionados

Eixo 2
Territórios, Cidades e Saúde Global
Justificativa
O tema Território, Cidades e Saúde Global foi selecionado por refletir com precisão as competências da Rede ELOS em questões socioambientais e de saúde, potencializadas pela distribuição geográfica de seus parceiros, que abrange ecossistemas e contextos urbanos diversos de todo o Brasil. A interação entre ambiente, urbanização e saúde configura um desafio complexo e estratégico, plenamente alinhado tanto às agendas nacionais quanto às globais de desenvolvimento sustentável.
As instituições da Rede reúnem experiências verdadeiramente complementares: a UFAC, no coração da Amazônia, aporta expertise em ecologia, manejo territorial e saúde de populações indígenas e ribeirinhas; UESC e UFRB, no Nordeste, investigam desenvolvimento regional, agricultura sustentável, saúde comunitária e planejamento urbano em pequenas cidades; já a UFF, em região metropolitana, contribui com conhecimentos consolidados em planejamento urbano, políticas de saúde pública (SUS) e epidemiologia. Essa composição única possibilita abordar o território em múltiplas escalas — do local ao global —, examinando como desigualdades regionais, mudanças climáticas, processos de urbanização e fatores socioculturais influenciam a saúde das populações.
O tema traduz com fidelidade os objetivos do Capes Global, ao estimular a colaboração interdisciplinar em ensino, pesquisa e extensão voltada ao desenvolvimento sustentável e ao bem-estar social. Em suma, sua escolha permite à Rede atuar na interface entre sustentabilidade ambiental, planejamento territorial e saúde — um espaço onde a sinergia interinstitucional e internacional é crucial para gerar soluções inovadoras e políticas públicas verdadeiramente eficazes.
Objetivos
- Avançar o conhecimento científico sobre interações entre ambiente, urbanização e saúde, realizando estudos comparativos (Brasil e outros países) em campos como
saúde global, epidemiologia ambiental, urbanismo sustentável e geografia da saúde; - Formar especialistas globais em saúde e território, por meio de currículos integrados e experiências internacionais para estudantes de pós-graduação em áreas como saúde pública, geografia, planejamento urbano e ciências ambientais – preparando-os para atuar em organismos internacionais, ONG e academia com visão abrangente;
- Contribuir para políticas públicas baseadas em evidências, gerando dados e recomendações para o enfrentamento de problemas urgentes: por exemplo, impactos das mudanças climáticas sobre a saúde (eventos extremos, doenças tropicais), melhoria da infraestrutura sanitária em periferias urbanas, conservação ambiental aliada ao desenvolvimento local na Amazônia. Espera-se que os resultados subsidiem planos de ação governamentais em nível municipal, estadual e nacional;
- Promover inserção social e extensão, envolvendo comunidades locais nos projetos (cidades do Recôncavo, comunidades tradicionais amazônicas, periferias urbanas) e conectando-as a redes globais de conhecimento – assim os benefícios da internacionalização atingirão também a sociedade, seja via capacitação de agentes locais em práticas sustentáveis de saúde e planejamento, seja via tecnologias sociais apropriadas.
Em síntese, os objetivos incluem excelência acadêmica interdisciplinar, formação de capital humano capacitado globalmente e aplicação prática do conhecimento para melhorar a qualidade de vida e a resiliência socioambiental nos territórios.
ODS relacionados

Eixo 3
Diversidade Cultural, Políticas Públicas e Justiça Social
Justificativa
O tema Culturas, Políticas Públicas, Diversidades Sociais e Justiça Global foi definido considerando a forte vocação das instituições da Rede ELOS em ciências humanas e sociais aplicadas, aliada ao cenário brasileiro marcado por ampla diversidade étnica, cultural e múltiplas formas de desigualdade. Em perfeito alinhamento com os objetivos do Programa Capes Global de promover diálogo intercultural e inclusão, o tema explora a interseção entre diferença cultural, direitos e políticas públicas, projetando-a num debate global sobre justiça social.
Cada instituição da Rede contribui com um olhar único e complementar. A UFF possui forte tradição em pesquisa nas áreas de sociologia, antropologia, direito, relações internacionais e administração pública — campos essenciais para analisar políticas inclusivas, movimentos sociais e governança democrática. A UESC e a UFRB, na Bahia, agregam expertise singular em estudos afro-brasileiros, história e patrimônio cultural, educação no campo e antropologia das comunidades tradicionais, além de experiência prática em políticas de ação afirmativa e extensão universitária inclusiva. Já a UFAC traz a perspectiva das culturas indígenas e amazônicas, com sólida experiência em direitos humanos em contextos fronteiriços.
Essa composição torna a Rede especialmente apta a investigar questões de diversidade (raça, etnia, gênero, orientação sexual, povos tradicionais) e seus reflexos em políticas públicas e justiça, comparando contextos regionais brasileiros e conectando-os a dinâmicas transnacionais, como diásporas, direitos humanos globais e justiça climática. A escolha do tema reflete também a missão de engajar a sociedade civil e fortalecer a relevância social das instituições: por meio dele, a Rede atuará próxima a comunidades e gestores públicos, promovendo uma internacionalização com impacto social transformador.
Em síntese, Culturas e Diversidades foi escolhido por espelhar a riqueza sociocultural dos parceiros e por representar uma área crucial para a promoção de equidade e diálogo global — consolidando a Rede ELOS como protagonista na construção de pontes entre conhecimento acadêmico e transformação social.
Objetivos
- Aprofundar a investigação acadêmica sobre diversidade e desigualdades, realizando estudos comparativos Brasil-mundo em temas como racismo estrutural, direitos indígenas, políticas de gênero, memória e justiça transicional;
- Qualificar profissionais e lideranças sociais com visão global em direitos humanos e políticas públicas — formar mestres e doutores em estudos da diversidade e gestão pública comparada, preparados para atuar em organismos internacionais, governo ou terceiro setor;
- Influenciar a formulação e avaliação de políticas públicas inclusivas, fornecendo evidências e análises para aprimorar programas nacionais (ações afirmativas na educação, políticas de promoção da igualdade racial e proteção de minorias);
- Fortalecer a dimensão cultural da internacionalização, promovendo intercâmbio cultural e valorização do patrimônio imaterial — dar visibilidade internacional às culturas brasileiras (indígenas, afrodescendentes, ribeirinhas) e incorporar narrativas globais de justiça social nas comunidades locais.
ODS relacionados
